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domingo, 12 de abril de 2009

Cortes nas Empresas - Respeite os demitidos, cuide dos feridos e retenha os talentos.

A crise econômica mundial tem causado forte impacto no mundo corporativo no Brasil. Nos últimos quatro meses (novembro de 2008 a fevereiro de 2009), 25% das empresas realizaram algum corte de pessoal, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer com 171 companhias no país. As demissões atingiram entre 10% e 25% dos funcionários dessas firmas.

“Passamos por uma crise única. Nunca vimos mudanças tão grandes e intensas em um período tão curto de tempo”, afirma Marcelo Ferrari, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Mercer. As áreas mais afetadas com os cortes foram as de apoio corporativo (RH, administrativo etc), com 45% das demissões, a industrial, com 25%, e a comercial, com 20%. A má notícia é que 20% das companhias ainda pensam em fazer cortes em 2009, demitindo entre 10% e 20% de seus profissionais. As expectativas para este ano explicam, em parte, os ajustes. Das empresas consultadas, 45% não acreditam que alcançarão os resultados financeiros planejados para 2009. Em 2008, o desempenho foi melhor. 25% tiveram desempenho pelo menos 6% melhor do que o esperado, enquanto 45% oscilaram entre 96% e 105% da meta.

Remuneração. Mesmo para aqueles com o emprego garantido, 2009 trará mudanças. De acordo com o levantamento, o aumento salarial previsto para este ano ficará entre 5% e 6,5%, contra os 7% e 8,5% registrados em 2008. A expectativa era melhor há quatro meses. 30% afirmaram ter reduzido, entre 15% e 50%, os aumentos previstos para o orçamento de 2009.

As medidas para responder à crise não param por aí. Das companhias consultadas, 30% disseram ter modificado ou pretenderem modificar o atual pacote de benefícios oferecido aos executivos. “As empresas não pensam em cortar benefícios, mas estão alterando as regras”, explica Ferrari. Entre as mudanças estão alterações na cobertura dos planos de saúde e a redução das despesas com os carros dados pelas empresas. Os bônus por desempenho tampouco ficaram de fora. 10% das companhias deixarão de pagar a bonificação referente a 2008 neste ano. Este percentual sobe para 20% no caso do prêmio de 2009, a ser pago em 2010. O mundo corporativo também verá alterações nas políticas de bonificação. 10% das companhias irão reduzir o peso da avaliação individual e aumentar o peso dos indicadores da empresa no cálculo dos benefícios. Outros 25% já estão considerando tomar a mesma medida. “Pelo menos 70% das firmas estão fazendo mudanças em seus planos de bônus”, diz Ferrari. Amostra Das companhias pesquisadas, 25% são do setor financeiro, 50% do setor industrial e 25% do de serviços. O faturamento bruto anual ultrapassa US$ 1 bilhão em 30% dos casos e US$ 500 milhões para 55% da amostra. Em relação ao número de funcionários, 40% das empresas do levantamento têm mais de 2,5 mil funcionários.

Da mesma forma que convidamos as pessoas para trabalharem em nossa empresa à época da seleção, devemos reduzir o impacto negativo que as demissões provocam. É importante pensar em formas que amenizem tal impacto no clima da empresa e um cuidado especial, nesse momento, é com as pessoas que ficam na empresa. Cuidar dos feridos corporativos e preservar os talentos da empresa. Devem ser preservados porque as empresas precisam deles. É o combustível do futuro. Aos que saem, devemos ajudá-los a se recolocarem, abrir um negócio, aposentar-se dignamente etc. Respeito é bom e todo mundo gosta. Uma empresa ética faz isso!

Fonte: Época Negócios - 12 de abril de 2009.

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