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domingo, 12 de abril de 2009

O papel das pessoas nas empresas. Êta assunto enrolado!

Sou fã do Clemente Nobrega. Físico, autor e consultor de empresas, sempre arrebenta com suas idéias sobre o mundo, as organizações, as pessoas etc. Não poderia deixar de compartilhar com você, leitor, esse texto reflexivo sobre gestão de pessoas nas empresas.

"Não toque neste assunto!"

"Há assuntos sobre os quais não se pode falar. Se você ousar tocar neles, a turma politicamente correta cai de marreta em você sem nem ouvir o que você disse. Exemplo: o papel das pessoas nas empresas. Êta assunto para se prestar a abobrinhas e platitudes!"

"É facílimo mostrar, usando só lógica e informação corretas, que “pessoas” têm importância relativa diferente em cada modelo de negócio. No Cirque du Soleil ou na McKinsey-empresas que têm uma alta rotatividade de “mão de obra” e dependem fortemente de talentos muito particulares, os processos de recrutamento e seleção TÊM que ser mais sofisticados ou elaborados do que no Wal Mart ou no McDonalds. Por quê? Porque Cirque du Soleil e McKinsey têm que selecionar gente a partir de uma base muito mais restrita. Ou seja, em qualquer amostra tirada de uma população ao acaso, haverá mais gente em condições de trabalhar no McDonald´s/Wall Mart/Toyota do que no Cirque du Soleil/McKinsey ou Universidade de Princeton. Não é simples? É simples, mas já sei o que vão dizer: ”É, mas sem pessoas nenhuma empresa funciona, portanto, sem investir em pessoas nenhuma empresa vai longe. É preciso dar prioridade ao humano”.
"Há outros temas assim. Por exemplo, as chamadas minorias (negros,índios..) estão sub-representadas em posições de destaque no mercado de trabalho. Mulheres também estão. Isso significa que estão sendo discriminados? Tipo, um negão com um porrete na porta da empresa impede as “minorias” de entrarem? Não. Quer dizer, com base em minha experiência no mundo empresarial, eu diria humildemente que não. Diria mais: não há discriminação nem tipo “negão com porrete”(uma imagem caricata, reconheço), nem de qualquer outro tipo, impedindo as “minorias” de se tornarem mais representadas. Tem que ser outra coisa. Vamos pensar (sim pensar,pensar!) no que seria, senhor militante pró minorias? Um dos casos mais fantásticos que conheço é o de Larry Summers, atual secretário do tesouro de Obama, e ex presidente da Universidade de Harvard. Há alguns anos, observando os testes de aptidão de mulheres para ciências exatas, ele notou que a distribuição desse tipo de aptidão em mulheres é mais concentrada (menos espalhada) que nos homens.O mundo caiu (injustamente) na cabeça dele, e o cara teve de pedir demissão de Harvard."
Sempre considerei a questão das pessoas nas empresas como um assunto soft. Todo mundo entende, opina, questiona a contribuição das pessoas ou seu "impacto nos negócios". Será falta de fé? Nós, seres humanos, temos a tendência de enxergar somente o tangível, o conreto, aquilo que dá resultado imediato, que dá para "pegar". Como não "pegamos" o comprometimento, a paixão, a fé, o compromisso, os valores humanos, tendemos a não dar a devida importância. É o domínio da aparência, do superficial, sobre a essência, o núcleo. O que precisamos fazer? Reflita sobre isso e crei formas de dar relevância aos fatores intangíveis. O sucesso das empresas está abaixo da linha 'água do iceberg.

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