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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Seleção Brasileira: No sapatinho, sem samba e sem flexibilidade.

A cada quatro anos vestimos o Brasil de verde e amarelo. Altas expectativas! Afinal, somos os melhores do mundo! Desde criançinhas, ouvimos esse mantra de nossos pais e passamos para nossos filhos. Perpetuamos a idéia de que somos invencíveis no futebol e que, por isso, vamos ganhar todas. Mesmo que sofrida durante os jogos desta Copa, respirávamos aliviados ao final de cada jogo até o desastre com a Holanda.

Mas o que ocorreu mesmo nesse jogo onde o Brasil fez a sua melhor partida no primeiro tempo e foi lamentável no segundo? Por que não sustentou a performance do primeiro tempo? Dizem os analistas de plantão: - Foi o Dunga que nunca passou equilíbrio para a equipe! – São os altos salários que tiram a alma e o amor pelo time! Foi o jogador tal, inconseqüente!

Mas aqui pra nós... Nosso time não teve equilíbrio emocional para enfrentar um time que entrou com a determinação de desequilibrar os nossos jogadores com pequenas faltas o tempo todo e do ”cai-cai”, que ludibriou o juiz e irritou os nossos jogadores. Perdemos a cabeça e a Copa. Várias lições: Sem flexibilidade, não avançamos. Sapato alto não ganha jogo. Talentos sem conjunto não ganha jogo. Não tivemos a capacidade de nos adaptarmos a este adversário. Faltou flexibilidade.

Na empresa e na carreira profissional, muitos profissionais perdem a oportunidade de demonstrar o seu talento por imaturidade, por egoísmo, falta de flexibilidade e falta de visão de conjunto. Falta-lhes a capacidade de entender que a melhor maneira de alcançar um sonho ou uma meta pessoal é compartilhar e não competir. É somar e não dividir. É ajudar, pois estará se ajudando. Essa compreensão é muito importante para uma pessoa, uma equipe ou uma empresa. Um bom sambista sabe que o resultado de seu trabalho depende dos outros músicos. Se cada um toca no seu ritmo e ao seu gosto, não sai musica, sai barulho, ninguém entende. E não foram as vuvuzelas que nos atrapalharam. Nos auto-sabotamos. Esse perigo você não pode e não deve correr em sua carreira e com a sua empresa.

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