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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma Questão de Valores

Há algum tempo a religião, as escolas, as comunidades e as famílias criaram valores e normas universais que foram introduzidas na vida organizacional. Essas instituições se encontram agora relativamente enfraquecidas e nossos valores foram solapados e modificados.

Embora o mundo organizacional esteja superlotado de políticas, procedimentos e regras de condutas, ele vem se esvaindo em termos de valores que possam dar aos empregados uma razão para acreditar no seu trabalho.
A grande agitação causada pela racionalização, aquisições, fusões e os projetos do ano, deixaram as organizações em estado de deterioração de comportamentos. Há uma crescente insatisfação com tudo. De fato, a incerteza da liderança sobre como reorganizar suas empresas tem gerado baixíssimos índices de produtividade e equilíbrio dos processos. Os líderes precisam cultivar valores internos e vivenciá-los no dia a dia, a fim de recuperar o comprometimento dos empregados, o alto desempenho e a produtividade.

Os empregados precisam de valores nos quais possam crer. Sem uma razão para crer, baseada em valores organizacionais comuns, não atingiremos o nível máximo da excelência. É preciso travar uma guerra. Uma guerra de valores onde todos vivam e atinjam resultados cada vez mais desafiadores.

O que se sabe é que os trabalhadores isolados perderam o sentimento de fazer parte de um grupo maior ou de um todo. Isto explica as razões para a crescente insatisfação que se instalou em meio às corporações e organizações de todos os segmentos. Há pouca motivação para o bom desempenho.

A importância de cada indivíduo é negligenciada, a essencialidade dos valores não é reconhecida e os líderes são incapazes de desenvolver uma mentalidade voltada para valores em suas organizações. A maioria dos empregados, desde os executivos até os gerentes subordinados, está cansada do fracasso e do retrabalho diário; bem como de diretrizes de cima para baixo e das tentativas de enxugamento. E o mais importante, a liderança não tem a resposta para a insatisfação dos empregados. É preciso saber liderar baseado em valores, verdadeiramente.

Tentou-se planejamento de baixo para cima, novos incentivos, formação de equipes e forças-tarefa. Por si mesmas essas estratégias não resolvem o problema como um todo. É necessário que os valores sejam compartilhados e aceitos por todos os empregados. A liderança precisa aprender a trabalhar e liderar de forma compartilhada.

Isto significa que vários indivíduos em toda a organização desempenham diversos papéis de liderança em diferentes dimensões e em graus variados. Não existe relação de subordinação hierárquica de poder. O que precisamos são líderes em copropriedade prestando conta uns para os outros, mas sempre baseados no conjunto de valores da organização. Somente este conjunto de valores fará com que a organização se perpetue e que a liderança seja reconhecida como agregadora de valores.

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