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terça-feira, 29 de maio de 2012

O "guru" Peter Drucker

Peter Drucker morreu no dia 11 de novembro de 2005, aos 95 anos. Em outubro de 2004 fez uma exceção à revista Forbes e concedeu uma entrevista que passará para a história da administração como um dos mais lúcidos comentários sobre liderança. 
A seguir alguns trechos da entrevista, nas palavras do guru: 

Líderes perguntam o que, de fato, deve ser feito. Líderes bem-sucedidos não perguntam “o que quero fazer?” Eles perguntam: “o que precisa ser feito?” E então perguntam: “de todas as coisas que realmente fazem a diferença, o que, concretamente, eu sou capaz de fazer?” Não se metem a fazer coisas que não sabem ou nas quais não são bons. 
Certificam-se das necessidades e das coisas a serem feitas, mas não por eles. Nunca tente ser um perito se você não é. Reforce seus pontos fortes e encontre alguém competente para fazer as outras coisas que forem necessárias. 
As armadilhas da popularidade. Os líderes têm foco no resultado. Sabem estabelecer uma missão. Outra coisa, eles sabem dizer “não” e manter esse “não”, apesar das pressões. Em consequência, não se sufocam de tarefas. 
Muitos líderes tentam fazer 25 coisas diferentes e acabam sem fazer nada direito. Esses são muito populares, porque dizem sempre “sim”. Aprenda a abandonar. Uma pergunta crítica para líderes é “quando parar de investir em coisas que não estão dando certo?” As armadilhas mais perigosas para um líder são os “quase-sucessos”, aquelas coisas que todos dizem que, se você der mais um empurrãozinho, conseguirá o sucesso. Você tenta uma vez, tenta duas, tenta uma terceira vez e não dá certo. Aí é a hora de abandonar o projeto, pois está claro que será difícil demais atingir o objetivo. 
Não finja ser o que você não é. Se você chegou até aqui é porque tem um estilo próprio de ser. É com seu estilo que você tem que conseguir que as coisas sejam feitas. Não se meta no que você não acredita e não queira fazer o que você não entende ou não seja competente. Líderes eficazes mesclam as necessidades objetivas de sua companhia com as competências subjetivas à sua disposição. Por isso é que eles conseguem fazer rapidamente um número muito grande de coisas bem feitas.


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