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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O ambiente de trabalho do brasileiro


No Brasil, uma em cada cinco pessoas já sofreu alguma doença ou acidente decorrente do excesso de trabalho. 

A constatação, fruto de uma pesquisa coordenada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vêm acompanhada pelo fato de que quase metade dos trabalhadores brasileiros (45,6%) não se desligam totalmente das suas tarefas profissionais no tempo livre.

Durante o expediente, 95% dos brasileiros têm liberdade para satisfazer suas necessidades pessoais, como tomar água, parar para tomar um café, dentre outros. Outros 72,4% têm permissão resolver problemas pessoais no horário de trabalho, e 83,1% podem conversar sobre assuntos gerais com algum colega. Por outro lado, 15,8% dos trabalhadores não têm tempo ou não têm previsão para seu horário de almoço, e outros 27% só conseguem uma pausa para almoçar e retornar às tarefas do trabalho logo em seguida.

Por mais que o discurso do horário flexível tenha ganhado força nas empresas, 58,5% dos trabalhadores brasileiros possuem horários fixos de trabalho. Nesse quesito, o estudo mostrou uma diferenciação interessante: enquanto a grande maioria dos trabalhadores formais (83,3%) exerce jornadas de trabalho com horário fixo, 74,8% dos trabalhadores autônomos exercem horários flexíveis definidos por eles próprios -- o que já era de se esperar pela própria natureza do trabalho autônomo, aponta o Ipea.

Exigências

O estudo também analisou a percepção dos trabalhadores sobre as capacidades que lhes são exigidas no trabalho, seja pelo empregador ou pelo cliente. No geral, 44,1% dos trabalhadores enfrentam um alto nível de exigência quanto a ter de desempenhar várias funções diferentes no local de trabalho, e 47,2% lidam com a pressão de ter que executar suas tarefas com velocidade. Isso porque 41,6% precisam exercer atividades que antes eram atribuídas a mais de uma pessoa. Comunicar-se bem, escrita e oralmente, também é um item de alto nível de cobrança entre 58,8% dos pesquisados.

A capacidade com maior grau de exigência entre os trabalhadores é a de atender bem ao cliente, já que 69,2% dos entrevistados recebem essa cobrança. Esta foi a única capacidade exigida mencionada no estudo em que o grupo dos trabalhadores formais não foi o que apresentou o maior índice, e sim o dos trabalhadores autônomos.

Uma das conclusões do IPEA sobre esse estudo é que as exigências profissionais são maiores para o trabalhador formal, pois esse foi o único grupo que apresentou índices superiores à média geral na maioria das habilidades/capacidades abordadas na pesquisa. Isso comprova que o mercado de trabalho formal tem buscado ainda mais qualificação entre os profissionais.

Acessado em 30/7/2012

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