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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vetores das próximas prioridades da gestão



Christopher Meyer encerra o Fórum HSM Novas Fronteiras da Gestão 2012 listando seis forças de mudanças para a gestão empresarial.

Durante os dois dias do Fórum HSM Novas Fronteiras da Gestão 2012, visionários foram chamados para discutir os novos paradigmas da gestão, permeados pela ciência e tecnologia. Convidado a consolidar todo o conteúdo apresentado pelos palestrantes do evento Christopher Meyer alertou que não dá para pensar que o mundo ficará o mesmo por tanto tempo, como era antigamente. “Por isso, precisamos nos atentar para um futuro não muito distante, que hoje parece ser ficção científica”, pontuou.

Matemático, economista e autor de diversos best-sellers que defendem a convergência entre informação, biologia e negócios, Meyer disse que as prioridades da gestão são determinadas a partir de problemas resolvidos no passado. “No início da industrialização, reduzir o custo unitário era a prioridade. A partir dos anos 1950, as fábricas aumentaram sua eficácia e já não era possível expandir volume sem melhorar a distribuição. Para que fosse possível explorar novos mercados, em 1980 o foco das organizações passou a ser volume, o que fez com que fossem fabricados produtos de baixa qualidade”, relembrou. 

Nesse contexto, ganhou força a questão do controle de qualidade e a satisfação do cliente passou a ser levada mais a sério. Surgiu, então, a customização em massa. No encerramento do evento, Meyer defendeu que agora a próxima preocupação da gestão do século 21 é a conectividade. “Até 2025, a nova economia será construída com base na disponibilidade da informação. Comunicação móvel, redes sociais e conectividade são os vetores da próxima gestão”, projetou.

Segundo ele, o Brasil tem a oportunidade de definir o próximo conjunto de regras que parametrizarão o futuro da gestão nas organizações. Para isso, ele considera seis pontos de atenção:

1. Mundo é não linear
Em torno de 60% dos negócios brasileiros estarão envolvidos com ciência nos próximos anos. As organizações precisam estar preparadas para um futuro incerto. E isso só pode acontecer com a inovação e a busca de fontes externas às organizações. Cerca de 90% dos maiores cientistas da humanidade estão vivos. Há abundância de talentos a serviço da criação de novas ferramentas.

2. Máquinas externas
Informação, biologia e manufatura estão se fundindo através da tecnologia de informação.  A convergência leva à predominância da ciência como negócio.

3. Construção de capacitações
O cérebro humano tem um potencial pouco explorado. Pesquisas e experimentos já sinalizam que o homem poderá comandar as máquinas com o poder do pensamento. É preciso explorar a capacitação.

4. Exteligência
O erro coletivo é igual ao erro individual, subtraindo-se a diversidade. Nossa disponibilidade cognitiva é limitada. Estamos mais sintonizados com o que pensávamos antes e não olhamos adiante. Ao acessar a diversidade de redes externas podemos tentar ampliar e multiplicar nossa inteligência.

5. Redefinição da escassez
Reflita: o que realmente é escasso no seu negócio? Mais do que a evidência financeira, a qual guia os gestores, é preciso repensar a escassez com uma visão de futuro. 

6. Feedback
As organizações costumam dar todo o crédito sobre o sucesso de um projeto aos seus líderes. É preciso reconhecer todo o processo do sucesso. Assim, o feedback reforçado e direcionado é um aliado da gestão.


Fonte: Portal HSM

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