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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Comunicação interna - Céu ou inferno dos Gestores?

ALTO VALOR E BAIXO CUSTO

A matéria [2013 trends] Internal communication: high value, low cost publicada no site Biz Community, da África do Sul, aborda de uma forma muito interessante a comunicação interna. Segundo a reportagem, 2012 foi um ano desafiador para a maioria das empresas, tanto do ponto de vista financeiro, quanto de uma perspectiva de engajamento dos funcionários. Faz todo sentido que esses dois estejam ligados, afinal, é mais difícil criar e sustentar engajamento sólido quando os tempos estão difíceis, e é o papel da comunicação interna manter essa conexão.
Algumas tendências são apresentadas a partir da análise de empresas da África do Sul, mas podem ser facilmente aplicadas e aprendidas por outros mercados, como o brasileiro. Dentre elas, destacaremos aqui as principais:
A primeira é auto-explicativa: Você não pode mudar o negócio, se você atua meramente como uma estação dos correiosUm grande número de profissionais de comunicação interna são apenas distribuidores de informações. Acontece que comunicação interna estratégica é cumprir o papel de conselheiro e parceiro nos negócios da organização em que trabalha.
A comunicação formal tem um impacto de 10% sobre o comportamento dos funcionários; A liderança tem 45%.Uma pesquisa do Instituto de Relações Públicas da Austrália mostra que a distribuição de informação e comunicação operacional não cria valor. O valor é obtido através de uma comunicação cara a cara. Por isso é de extrema importância investir na capacidade de liderança, gerentes e supervisores em se comunicar de forma eficaz.
O que faz um CEO perder o sono? O fato de que não se pode controlar a conversa.Historicamente, a informação fluía em um formato linear e as conversas podiam ser controlados pelo gerenciamento do fluxo de informações. Hoje em dia isso não é mais possível. Funcionários e clientes estão se comunicando a todo momento sobre as empresas – seus serviços, produtos e até mesmo suas metas e objetivos . E há pouco espaço para controlar a conversa. Através dos empregados, as empresas precisam gerenciar as conversas sendo claros sobre o que representam, sobre quem são e o que fazem .
Motivar os funcionáriosOs funcionários não são apenas o ativo mais importante de uma empresa – eles são a cara da empresa. Seja um caixa em um banco ou o vendedor de carros no chão de fábrica, estas são as pessoas que representam a marca. Por esta razão, eles têm de ser comunicados estrategicamente, de forma eficiente, em tempo útil e de uma maneira que garanta que a mudança de comportamento será alcançada.
Outras tendências apresentadas na reportagem, e não menos interessantes são:
Quebrar silos para aumentar a colaboração;
Comunicação Interna Digital – Permitindo uma conversa;
Rever a intranet de seus funcionários;
Distribuição de informação e atividades táticas não criam valor;
Renovando os valores da empresa;
Comentário: Pequenas mudanças de atitudes por parte da liderança são fundamentais para o engajamento dos funcionários. As tendências apontadas pela reportagem são algumas das muitas que existem e ainda vão surgir para que as empresas busquem sempre ser lugares referencia para se trabalhar. O envolvimento dos funcionários e seu engajamento cada vez mais se torna a forma como ele vivencia a organização em que trabalha. Junto com isso aparece a importância de se entender a diferença entre um modelo puro de contar e instruir e o de engajar e motivar os colaboradores. Quando se fala da boca pra fora, também se ouve por ouvir. É importante transparência e sinceridade diante dos funcionários por parte da liderança, e, assim, o caminho inverso será um reflexo, igualmente claro e sincero.

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