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terça-feira, 25 de março de 2014

25 de março. Feriado em Fortaleza. Faz sentido?

Hoje é feriado em Fortaleza por causa da abolição da escravatura no Ceará. Sinceramente, não entendo certas coisas. Escravidão no Ceará? Não sei, o que isso impacta hoje? Para que esse feriado? Outra. Será mesmo que a escravidão foi abolida? Acho que não. Ela está presente, de forma explicita, em algumas regiões do país pelo trabalho escravo.
Segundo o dicionario Aurélio, a palavra ESCRAVO significa que ou quem está sob o poder absoluto de um senhor que o aprisionou ou o comprou. Que ou quem está na dependência de outro. Que ou quem é presa de um sentimento, de um princípio: escravo do dever. No sentido figurativo: Ser escravo da sua palavra, mantê-la escrupulosamente.
Portanto, temos também uma visão implícita ou subliminar de escravidão quando o governo, por exemplo, subtrai informações valiosas da realidade do País, mantendo a população na ignorância e na escuridão. Isso não é escravizar? Quando uma rede de rádio ou TV, uma revista ou jornal seleciona o que é de seu interesse comunicar, em muitas ocasiões, manipulando fatos em detrimento da verdade, da ética e da moral, não está escravizando? Quando pessoas "vendem a alma" para ter o último modelo de carro ou telefone celular? Comportamento esse estimulado pelas sábias "estratégias de mkt" das empresas. De se sentirem alijadas do meio social por não terem a oportunidade de um ensino decente e uma escolaridade condizente com os seus sonhos mais autênticos? Ou de se tornar prisioneiro de redes sociais?
Talvez devêssemos mesmo comemorar a escravidão. Talvez sejamos mesmo escravos de uma realidade construída em "laboratórios" ou "porões" dos poderes midiáticos, políticos ou de qualquer espécie que venha a subjugar a capacidade de escolha do ser humano. Lembrei do filme Matrix, lembrei do Livro de Orson Wells - 1884 - e devemos lembrar de continuar mantendo o senso de realidade e coerência. Para não se deixar levar pela normose viral que a maioria das pessoas estão tomadas. Todos querem ser diferentes, porém iguais. Para viverem como iguais, comerem como iguais, vestirem como iguais, espelharem modelos de vida construídos num mundo que parece estar próximo, muito próximo, mas distante. Somos escravos de uma realidade produzida. Somos escravos do nada.

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