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terça-feira, 29 de março de 2016

Convergente ou divergente? Uma estranha passagem de milênio para uma nova ordem comportamental.

A Internet fez algo fantástico! Criou uma realidade virtual e paralela de seres humanos absolutamente inteligentes, belos, sábios, doutores da vida, da alegria, da escrita, das ideias, do aconselhamento. Uma legião de pseudo profissionais do praticismo (sem idade, formação, experiência ou geração determinada), forjadas nas próprias ideias do infinito laboratório criativo da mente humana tendo como fonte a Internet, mas que pela insustentabilidade científica, porque oportunista, cujas ideias evaporam no ar ao primeiro questionamento mais sério. Assim, e ao longo do tempo, criamos uma aldeia global com verdadeiras arenas de conflitos latentes e manifestos em todo o planeta. Temos um confronto entre: Profundidade x superficialidade; foco x desatenção; competição x colaboração; crenças x descrenças; individual x coletivo; analógico x virtual; essencial x banal; simples x complexo. São exemplos das diferentes percepções da realidade, verdadeiros coquetéis explosivos de sentimentos e emoções geradoras de conflitos entre tudo e todos. A nossa saúde mental está em risco.
Temos então uma estranha passagem de milênio onde se constrói na velocidade com que se destrói o conhecimento instituído, as ideias, as práticas e as  normas vigentes. Um passo à frente e damos de cara com o desconhecido. Nesse cenário, também os sonhos e as esperanças, oriundas do exercício do pensar, explorar possibilidades, nascem e morrem em instantes. Uma realidade (Mas qual é mesmo a realidade?) que ora faz sentido, ora nada é coerente. E até que tenhamos a clareza da situação - somente obtida com ATENÇÃO PLENA (destaque proposital) -, corremos o risco de nos perder nos labirintos e nas vielas das grandes redes de conhecimento e dos  relacionamentos. Assim, perdendo a oportunidade de entender a realidade que vivemos para atuarmos de maneira produtiva e eficaz em nossas vidas, no trabalho e para a sociedade.
Todos nós queremos ser pessoas coerentes, atentas, potentes, conectadas com algo maior, integradas, colaborativas, autênticas. Aliás, sim autenticidade. Palavra chave. Consegue-se vivendo, relacionando, se apaixonando, sendo fiel aos seus valores. Praticando com determinação o que aprendeu e acredita ser bom para si e para os outros. Ser assim, requer um exercício extremo de ausentar-se da passarela virtual das vaidades, ou das soluções mágicas presenciais de mudar a vida em 24 horas ou 28 dias, para a viagem fantástica do autoconhecimento. Acredito e sei que outras pessoas pensarão o contrário da minha abordagem. Talvez tenhamos 50 tons de discordância sobre esse tema, porque as pessoas vão de A a Z. Um alfabeto comportamental convergente e ao mesmo tempo divergente. De diferenças e semelhanças. Intensas! Observe o comportamento do homem ao longo da história: Caim, Abel, Marco Aurélio, Aristóteles, "Narciso", "Édipo", Sócrates, Epicuro, Kant, Marx, Rousseau, Chaplin, Jesus, eu, você e tantos outros, representam passagens da história comportamental do planeta. Todos nós somos enredos de uma mesma "música universal" e de uma história construída há milhões de anos. Temos o nossozeitgeist (ou o espírito da nossa época). Só estamos dando continuidade a essa longa história.
Portanto, e diante desse contexto geral - convergente e divergente - propomos, após estimular a reflexão intensa, finalizar esse texto com algumas perguntas impertinentes: Como agir na modernidade "líquida" de Zygmunt Bauman? Quais papeis melhor representamos no palco da vida? Qual o sentido da vida para nós? O que realmente queremos conquistar para nos tornarmos pessoas plenas? Qual o significado de felicidade? De que lado queremos estar? Das soluções ou do problemas? Da soma ou da subtração? De atores da vida ou meros figurantes ou passageiros do último vagão do trem? De assumir a responsabilidade num nível muito superior de compromisso, engajamento e entrega. Chamamos também deaccountability Pessoal. 
Vivemos uma época de mais perguntas e menos respostas. De certo, dá-nos o que pensar e apreciaria muito ouvir vocês, leitores. Seus sentimentos e percepções da realidade que são relevantes. Será o máximo se você puder fazer isso! E claro, desejo um ótimo ano em meio a tantas incertezas.

Dermeval Franco é Administrador e Consultor de Resultados. Com MBA em Marketing é especializado em Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Planejamento Empresarial. Formado em Gestão Avançada pela Amana-Key com Oscar Motomura. Formado em Mentoring e Coaching pelo Instituto Holos. Trabalhou para empresas como General Motors, Peugeot, Embratel, Votorantim, Volkswagen, Ford, Microsiga (Atual TOTVS), Bradesco, Schering Plough, Federação das Indústrias da Bahia, Coca Cola, J Macedo Alimentos, dentre outras empresas médias e menores como consultor. Professor convidado de Universidades e Faculdades. Autor de vários artigos e do livro “As Pessoas em Primeiro Lugar – Como Promover o Alinhamento de Pessoas, Desempenho e Resultados em Tempos Turbulentos” – Editora Qualitymark.
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